quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eu só ia ali na farmácia......

Se eu fosse casado e dissesse para minha esposa que eu ia ali na esquina comprar cigarros, a essa hora ela já estaria preocupada.
Minha crise de ITE (não sei se é rinite, sinusite ou babaquice) veio com força total.
Dei uns 50 mil espirros durante o dia de hoje. Mais foi quando cheguei em casa que a maquina barulhenta de expelir vírus começou a funcionar a todo vapor.
Já estava com o nariz todo vermelho e machucado, quando decidi sair para comprar cigarros remédio.
Todos vcs meus 2 leitores, sabem que eu detesto tomar medicamentos, porém se eu não tivesse me rendido a essas drogas de laboratório, amanhã eu iria acordar com o meu nariz mais danificado do que o da pobre esfinge da planície de GIZÉ.
Fui a pé até a farmácia.
Comprei o antialérgico, um inalador e um  trident de melancia.
No caminho de casa passei pelo parquinho da praça  onde eu costumava brincar quando era criança.
Avistei o banco do balanço e me sentei.
Timidamente, dei impulsão no meu corpo e começei a me balançar.
Deixei o ar fluir no meu rosto e percebi que minha respiração estava voltando ao normal. Ao mesmo tempo que meu corpo ia para frente e para trás, minha cabeça voltava ao passado, passava pelo presente e chegava até um futuro próximo.
Cometi algum erros ( o ultimo deles foi ficar no sereno uma hora daquela me balançando no parquinho de praça como se fosse criança)
Mais quem disse que voltar a ser criança é um erro?
Se eu não tivesse cometido tantos erros, eu não teria aprendido a fazer do jeito certo.
Repararam como eu consigo mudar de assunto e terminar sem ter terminado ou explicado algo que eu começei ?
Essa é uma técnica iugoslava que eu aprendi na Hungria.
Atchim. 

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