terça-feira, 12 de julho de 2011

Hoje eu estou parecendo uma novela Mexicana

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio que viciado em solidão.
E que so sabe escrever.
Naum sei mais falar, beijar, abraçar, dizer coisas aparentemente simples com “ eu gosto de vc””. Gosto de mim. Acho que é o destino dos eternos VIAJANTES.
Sou uma pessoa que escreve sobre a vida como quem olha pela janela e sente vontade de ir para rua.
Nunca fui de querer muito, mas no fundo o tudo que eu quero é muito para os outros. Ninguém nunca entendeu a minha mania de querer agradar à todos. Ninguém nunca entende quando quero ficar sozinho pra pensar um pouco. Ninguém entende a minha espera por alguém, que possivelmente, não existe. Ninguém entende o meu pessimismo tão realista e doloroso. Nem a minha timidez. Mas eu não os culpo por não me entenderem. Não sou para se entender. Eu não sou lógica. Não sou um quadro exposto num museu para ser analisado. Eu sou mais um livro, daqueles que normalmente é julgado (ruim) pela capa, mas a história é até interessante depois de começar a ler. Sou daqueles livros que não são todos que são capazes de ler, aliás. Sou um livro sem um personagem principal, sem uma história com final. Sou um livro com páginas em branco, esperando que uma leitora me ache no meio de tantos outros livros mais bonitos. Sou um livro que não é preciso ser devolvido à biblioteca. Sou um livro em branco que só aceita ser escrito com caneta permanente.

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