quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O pesadelo de um Pai


A noite passada eu senti na pele o que um pai de filho adolescente indo viajar com os amigos pela primeira vez sente.
O telefonema que eu recebi do meu amigo me deixou sem piscar os olhos por 57 segundos.
Acreditei mesmo sabendo que iria fingir não acreditar no pedido de ajuda de um amigo que estaria pronto para me ajudar a qualquer momento que eu precisasse.
Eu simplesmente não tinha como negar e alem de tudo tive que atuar no meu melhor papel ( no qual eu sempre tenho que agradar as pessoas) e concordar na maior educação aprendida em Harvard com o pedido de empréstimo do Flecha Negra que meu amigo me fez para sair com uma gatinha que ele tinha conhecido no final de semana passada.
Não me passou pela cabeça nenhuma desculpa convincente que eu pudesse dar para evitar que o flecha saísse na companhia de outra pessoa. Eu tive que concordar e pronto.
Foi uma noite super angustiante. Não consegui dormir direito.
Pensei eu todas as hipóteses possíveis que pudesse acontecer com o flecha, desde uma passada de marcha com violência até que ele brigava com outro carro e saia todo machucado.
Apesar do Flecha ser uma carioca experiente, ele nunca saiu sem a minha presença, sem que eu o guiasse e cuidasse dele. Acho ate que ele sentiu medo de sair sem mim e ate deve ter chorado sozinho na garagem de um desses Motéis da vida para onde ele foi levado.
O pior de tudo foi saber que a regulagem do MEU BANCO seria mexida. Putz, vou demorar 1 ano para ajustar da maneira que eu gosto.
No fundo no fundo, eu sabia que meu amigo ia cuidar bem dele e que iria me devolver são e salvo, mas a preocupação de um pai é normal, coisa de quem gosta e quer bem ( se é que alguém me entende).
Minha angustia só terminou por volta das 9 da manha quando escutei a buzina dele e o vi estacionando em frente a minha casa. Parecia que ele tinha falado “ Pai , voltei””.
Meu amigo me agradeceu, disse que a noite foi fantástica, que a mulher era maravilhosa e ainda por cima encheu o tanque em agradecimento.
Assim que ele ligou a moto e se despediu, eu entrei no Flecha para ter certeza que tudo estava nos devidos lugares e percebi que realmente a regulagem do banco tinha sido mexida.
Mas isso não era nada comparado a minha felicidade de ver o Flecha sem nenhum arranhão ali na minha frente. Tive vontade de comprar uma garrafa de champagne daquelas  de 5 litros que são dadas aos pilotos de formula 1 no pódio e estourar de felicidade.
Fiquei com saudades por 1 noite.
O bom filho a casa retorna.

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